Lá diz o poeta, amigo,
Amor é chama que arde, abrigo,
Crava no solo, estaca firme,
Se ela tremula, ao vento se exprime.
Lá diz o poeta, amigo,
Amor é chama que arde, abrigo,
Crava no solo, estaca firme,
Se ela tremula, ao vento se exprime.
E ninguém segurou o incêndio,
Lá diz o poeta, amigo,
Do ventre materno carrego,
O saber que amor é mito terreno.
Ela subiu, brilhou, despontou,
Um astro que ao topo voou, oh!
Mas quem se eleva tão alto
Deve cair em seu próprio salto.
E eu busco firmeza na terra,
Amores reais sem quimeras,
Mesmo que não façam soar
Os alarmes de um coração a queimar.
Vales enchem-se de chuva abundante,
Fartura desliza em queda constante,
À espera do dilúvio que vem,
Ecoando o nome de Tzevaot, amém.
Amigo azul dos céus me chama,
Ascendo à fúria, ao fogo, à trama,
Estou a caminho, entre tempestades,
Comando os ventos, cruzo as grades.
A música dança, entre cordas e tambores,
Bossa e Andinos unem seus amores,
O metal grita, o R&B responde,
Fusão de alma, onde tudo se esconde.